sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Furto no MASP

Salas em que estavam pinturas roubadas não tinham alarme, diz polícia.


Ó céus! Como que um acervo de R$1,8 bilhão pode não ter nem um mísero alarme? Só no Brasil mesmo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

MBB - MÚSICA BREGA BRASILEIRA

Sempre me falaram em MPB, a Música Popular Brasileira. Esta seria a música que prega a brasilidade, a tropicalidade, em contraposição ao estrangeirismo musical colonizador.

Só que a MPB é literata e, digamos, chata demais para ser popular. O popular, mesmo, no Brasil, sempre foi tido pelos expoentes da MPB como algo repetivivo, sem musicalidade, sem poesia. Ou seja, brega.

O brega foi discriminado pela grande mídia, tendo sido alijado das grandes redes de televisão e dos jornais e revistas de circulação nacional. Ficou relegado, assim, a pequenas gravadoras e rádios AM.

Só que, apesar do esquema amador de divulgação e distribuição, o brega atingiu grande popularidade. Por isso, creio que está na hora de a música brasileira realmente popular definir-se como um gênero musical. Sim, a MBB - Música Brega Brasileira.

Amado Batista, Belchior, Beto Barbosa, Odair José e Wando formam o panteão sagrado desse gênero musical. Suas marcas são justamente aquilo que sempre motivou as críticas vindas da MPB: a melodia repetitiva, os tecladinhos irritantes, a voz anasalada, as rimas fracas, a poesia sacana/erótica/chula.

Condensada em um gênero musical, a MBB tende a afirmar-se como a verdadeira identidade musical brasileira. E com o meu apoio. Antes brega do que emo. Quem for contra, que atire a primeira lágrima.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

ENGODO?

Será que esse tal metrô que anunciaram em Florianópolis vai ser uma relevante obra para a melhoria da qualidade de vida do cidadão? Ou é só mais um engodo para angariar votos em um ano de eleições municipais?

Não seria mais fácil e menos custoso implantar de uma vez o transporte marítimo? Claro, não com essas baleeiras que servem de escunas, mas com aerobarcos ou hovercrafts.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

EDITAL DO METRÔ DA CAPITAL DEVE SER PUBLICADO

Governador anunciou imediata publicação do documento que vai licitar obra

O governador Luiz Henrique da Silveira anunciou, na noite desta quinta-feira, a imediata publicação do edital para licitar o projeto do metrô de superfície da região de Florianópolis. O edital está pronto, e a conclusão dos estudos e anúncio do vencedor deve ser feita no início do segundo semestre de 2008.

O esboço inicial do projeto prevê uma linha que parte de Barreiros, segue pela Beira-Mar Continental, passa pela ponte Hercílio Luz, pelo Mercado Público, por uma alça sob a Hercílio Luz, e prossegue pela Beira-Mar Norte até a Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC).

De acordo com o governador, o metrô deve minimizar os efeitos do grande número de veículos que trafegam na cidade, reduzindo os congestionamentos e oferecendo uma opção de transporte confiável.

— É um momento único e uma honra para nosso sindicato sermos os primeiros a receber esta boa notícia. Buscamos diariamente soluções para problemas que impeçam o desenvolvimento da cidade, como é o caso dos gargalos do sistema viário — comentou o presidente do Sinduscon, Helio Bairros.

Fonte: RBS

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

ORGULHO JAPA

Recentemente, foi o Dia da Consciência Negra, e muitas cidades país afora decretaram feriado. Alguns meses antes, houve um tal de dia do orgulho gay (ou da diversidade), e em muitas cidades houve passeatas em que os representantes dessa minoria faziam questão de mostrar-se ao público. E, de orgulho em orgulho, muitas minorias têm conseguido aumentar sua participação na vida política nacional, a ponto de quase não existir mais a maioria.

Falta, porém, uma minoria a ser homenageada: os orientais, ou japas. O termo "japa" é utilizado (às vezes de forma pejorativa) para designar todo migrante vindo do Leste da Ásia. Isso se deve aos japoneses que aqui desembarcaram a partir de 1909, sendo que hoje seus descendentes são a maioria entre os orientais no Brasil. Esse fluxo migratório foi complementado recentemente por chineses e coreanos. De plantações de café a pastelarias e lojas populares, sua ânsia por trabalho em muito contribuiu para o crescimento da economia brasileira.

Muito embora sua relevância para o desenvolvimento econômico do país, a comunidade oriental tem pouca participação política e cultural. Afinal, quantos "japas" temos ou tivemos nos tribunais superiores? No Congresso Nacional? Na Academia Brasileira de Letras? Como Ministros de Estado? Como âncoras de telejornais? Sendo assim, será que eles também não seriam uma minoria discriminada, relegada a alguns cursos de engenharia?

Por isso, proponho às autoridades que empenhem esforços em aprovar, o mais rápido possível, o Dia do Orgulho Japa. É uma questão de justiça, para conceder a essa minoria o reconhecimento que merece. Seria, também, um outro motivo para organizar uma passeata e fechar a Avenida Beira Mar... em pleno domingo! E todos ficaríamos um pouco mais felizes.

Mas felizes, mesmo, seremos no dia em que todos nós comemorarmos o dia do orgulho azul, sem essa de pretos, brancos, amarelos, pardos... Aí sim veremos o quão idiotas fomos em dividir as pessoas por cores, como lápis ou folhas de cartolina.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

HOMONÍMIA

Comunico a todos meus familiares, amigos e conhecidos em geral que morri. Sim, é isso mesmo: agora sou um falecido, um “de cujus”. Um presunto, um “que Deus o tenha”, ou qualquer outro eufemismo que o povo costuma utilizar nessas horas, para amenizar o sofrimento.

Ao menos foi isso que os jornais noticiaram naquele dia. Um acidente horrível, envolvendo dois automóveis. Tragédia mesmo, de tais proporções que não me atrevo a descrevê-la, para não chocar os leitores mais sensíveis. Curiosamente, um sujeito com um nome parecido – sequer igual – com o meu estava envolvido. Não morrera, mas, pelo que vi, encontrava-se ferido com certa gravidade.

A notícia do meu nome – ou melhor, de um nome apenas parecido com o meu – foi o suficiente para que as pessoas relacionassem o semi-homônimo a um dos mortos no acidente. Para piorar, havia a agravante de que essa pessoa estudava na mesma faculdade onde eu me formara havia pouco tempo. Por extensão, correu a notícia de EU fui um desses mortos. A confusão estava instalada.

É, amigos, mataram-me! Pouco após o meio-dia, quando o telejornal recém noticiara a tragédia, começaram os telefonemas. O primeiro deles foi de um amigo que, ainda sonolento, acompanhara a notícia, sem prestar muita atenção. Quando ouviu meu nome, resolveu contactar-me, para desencargo de consciência. Ao perceber que eu estava mais vivo do que ele, pôs-se a fazer seus afazeres rotineiros, no caso, um cochilo vespertino, pois ninguém é de ferro!

Em seguida, o telefone aqui de casa transformou-se em um misto de muro das lamentações com atendimento de operadora de telefonia fixa. Havia, basicamente, três tipos de contatos: o desconfiado, baseado na frase “notícia ruim corre rápido, então não pode ser verdade”; o desinformado, que só queria saber mais sobre o que ocorrera; e o precipitado, esse sim, conformara-se com a minha morte prematura, tendo ligado apenas para expressar suas condolências.

Fato semelhante a esse ocorrera havia alguns anos. Para variar, outro acidente horrível, mas, nesse caso, meu homônimo – aí sim, nome e idade iguais aos meus – não fôra a vítima, mas sim o malfeitor, o meliante, o delinqüente. Pelo que lembro, atropelara dois inocentes pedestres em uma rodovia movimentada. E, por essa razão, encontrava-se detido na delegacia.

Pensem comigo: já imaginaram se um fulano desses foge da cadeia? E já imaginaram se, nesse tempo, resolvo viajar e, na estrada, paro em uma barreira policial? Ah, meus amigos, até explicar que urubu não é louro, provavelmente terei ouvido um “cala a boca, vagabundo”, isso três segundos antes de ser conduzido coercitivamente para a traseira de um camburão.

Deve ser por isso que, em plena madrugada, meu tio telefonou esbaforido, a fim de saber se eu havia passado por aquelas bandas. Pobre coitado, que desgosto sofreria aquele militar aposentado, caso um sobrinho seu se envolvesse em tantos ilícitos do Código Penal, como aquele fulano.

Preocupado com o acontecido, realizei, nessa época, uma rápida pesquisa. Então percebi que meu nome era mais comum do que imaginara, pois em cinco minutos achei, Brasil afora, outras 14 pessoas com nomes idênticos. Nada mais normal: o que mais eu poderia imaginar, considerando os sobrenomes portugueses – e dos mais comuns – que herdei de meus pais?

De certa forma, até é bom saber que, ao menos nessas horas, tantas pessoas preocuparam-se comigo. Mas, pelo visto, serei obrigado a zelar para que as pessoas homonímicas que descobri comportem-se e não façam mais nada de errado nesta vida. Afinal, o nome que está em jogo também é o meu.

(Crônica publicada originalmente em livro resultante do III Concurso Literário da Semana do Servidor de SC. Até comecei a me levar a sério nesse negócio.)

sábado, 17 de novembro de 2007

AFASTAMENTO

Avisando aos 3 leitores deste blog que logo voltaremos à "programação normal". Estive afastado do computador, fazendo laboratório para um teste em Hollywood. Eu iria interpretar o Stevie Wonder num filme, por isso fiquei 20 dias de olhos fechados, portando óculos escuros e cantando "I just called to say I love you". Infelizmente, parece que um tal de Jamie Foxx ganhou o meu lugar, por causa das cotas e da experiência anterior como Ray Charles.