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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 9 de março de 2011

SANTO DE CASA

Num dia sem muita coisa pra fazer, acabei parando na página http://www.aeromovel.com/.

Pelo que vi, trata-se de uma solução para transporte coletivo de massa. Segundo a propaganda na página, é mais simples e barata de construir do que o metrô convencional.

Pesquisando um pouco mais, dá para ver que a tal tecnologia é invenção brasileira. Sim, foi desenvolvida na década de 1980, em Porto Alegre, com a participação de professores da UFRGS. Depois de testes bem sucedidos, os políticos resolveram abandonar o projeto e deixar a linha experimental às moscas.

Hoje em dia, existe uma linha operacional em Jacarta, na Indonésia. Além disso, existem cidades interessadas nos Estados Unidos, Oriente Médio e China interessadas no projeto.

Só que, no Brasil, que tanto sofre com os congestionamentos nas grandes cidades, nada se ouve disso. Aliás, é uma desconhecida até dos acadêmicos da área de transportes.

Será que é porque se trata de uma tecnologia SIMPLES e BARATA?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

AS MESMAS PRAÇAS, OS MESMOS BANCOS...

Todos os dias, vejo o estado lastimável das praças públicas de Floripa. Tirando aquelas que são mantidas por associações de moradores e construtoras querendo ser boazinhas, as demais são impraticáveis como equipamentos públicos.

Aí, resolvi fazer uns cálculos, bem por cima: digamos que em Floripa há umas 100 praças. Suponhamos, então, que se contrate um "zelador" da praça. Seria aquele responsável por: cortar a grama, recolher o lixo, pintar os parquinhos, enfim, "dar uma geral".

Essa pessoa teria uma jornada de seis horas diárias, ao custo de mil reais mensais. Parece muito pouco para pequenos burgueses, mas isso dá um salário de R$ 750,00 mais encargos; num país como o nosso, certamente terá gente querendo.

Então, se tivéssemos um zelador por praça, isso daria um custo de um milhão e duzentos mil reais anuais para o município. Com gastos de material e fiscalização do serviço, não deve passar de um milhão e meio anuais. Ou seja, menos de um por cento do orçamento municipal.

Ora, se o prefeito queria pagar duas vezes isso por uma árvore luminosa, acho que dá para arcar com um custo desses e manter as praças decentemente, não acham?

Ou seja, o que temos é desleixo mesmo.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

METEOROLOGIA DO IBOPE

Mais uma primavera chuvosa no Sul do Brasil. Isso depois de todos os institutos meteorológicos dizerem que neste ano seria diferente, tendo em vista a ausência do fenômeno "El Niño".

Não é o que parece. As roupas no varal, que teimam em não secar, comprovam o que digo.

Pelo jeito, a previsão do tempo está com o mesmo grau de precisão das pesquisas eleitorais...

domingo, 31 de maio de 2009

COMEÇOU BEM E...

Incrível como é comum ver uma bandinha aparecer com alguns bons álbuns e, logo após estourar, render-se aos produtores. Aí resolvem lançar um álbum totalmente abichalhado, "porque vende".

Já vi dessas aos montes: a lista é grande, vai do Lost Prophets até mesmo ao Offspring. A última que percebi nessa foi o Rise Against. Uma pena...

Seria personalidade fraca ou simples falta de escrúpulos desses músicos?

terça-feira, 19 de maio de 2009

MADE IN...

Há algum tempo, duvidei que a China pudesse chegar a potência mundial.

Agora, chego a duvidar que existam parques industriais em outros lugares do mundo. Tudo o que compro vem escrito "Made In China".

Os outros lugares do mundo não trabalham, ou estão com falta de escravos?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

TURISMO WHAT?

Se o transporte aéreo se popularizar mais um pouco, várias empresas de ônibus que fazem a ligação entre capitais e outras cidades médias equipadas com aeroportos correm o risco de sumir do mapa. Ou então, vão ser deslocadas para rincões.

Os carros que saem de Porto Alegre para Floripa, mesmo, têm saído cada vez mais vazios. Isso tudo apesar de algumas tarifas promocionais bem competitivas. Eu mesmo, pão-duro que sou, vez ou outra opto pelos ares, para fugir das sete horas de (péssima) estrada.

Só não entendo por que, com tanta competição e novas companhias surgindo, Florianópolis - a tal "Capital Turística do Mercosul" - continua subjugada ao duopólio TAM-Gol.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

PARA NÃO ACREDITAR

Em determinado órgão federal, fazem um concurso público. Exigem, para o cargo, nível superior completo.

Na prova de títulos, pontuam especialização, mestrado, doutorado e experiência profissional na área.

Aí, o cara fica em primeiro lugar no concurso e pensa que vai trabalhar em algo de grande complexidade.

Chegando lá, colocam-no para fazer pacotes, montar processos e receber cartas.

Sem mais palavras. Demeritocracia total.

Pelo menos é bem remunerado.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

SARCASMO

Agora que a barreira na SC-401 em Florianópolis desabou mais uma vez, fico imaginando a brilhante idéia que tiveram, de planejar um cemitério próximo àquele terreno. Espero que nunca venha a ser implantado.

Afinal, essa idéia de jerico permitiria a repaginação de uma piada de português. Aquela, do avião que caiu em cima de um cemitério em Lisboa. Imaginem a manchete:

"Barreira desaba na SC-401 em Cacupé. Bombeiros de Florianópolis já retiraram 450 corpos."

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

LIVRE MERCADO

Há alguns meses, quando a cotação do barril de petróleo disparou de US$80,00 para US$140,00, a Petrobras elevou os preços dos combustíveis dele derivados, alegando que precisava adequá-los às cotações do mercado internacional.

Tudo bem, livre mercado é isso aí!

E agora, que a cotação do barril de petróleo desceu para US$60,00? Quando os preços dos combustíveis vão baixar?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

AGORA QUE A ELEIÇÃO ACABOU...

...alguém pode me dizer por onde anda o tal Tapete Preto?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ESTATÍSTICA?

Dia desses, foram divulgadas duas pesquisas eleitorais referentes à disputa pela Prefeitura de São Paulo: uma do IBOPE e outra do Datafolha.

Muito embora ambas afirmassem ter margem de erro de dois pontos percentuais, e a população pesquisada ser a mesma, qual seja, os eleitores no Município de São Paulo, havia algo estranho: as amostras das duas pesquisas eram diferentes. Uma era de cerca de 1900 eleitores, enquanto outra beirava os 2100 eleitores.

Pode parecer banal, mas o cálculo da amostra decorre de uma fórmula matemática, a qual parte da população e da margem de erro. Logo, para mesma população e mesma margem de erro, a amostra deveria ser a mesma.

Por razões como esta tento ser crítico ao ver os resultados dessas pesquisas.


terça-feira, 23 de setembro de 2008

SALVARAM O BB E A CEF

Um complemento ao texto abaixo: Fannie Mae e Freddie Mac não são bem instituições privadas como conhecemos. Ambas são GSE (Government Support Enterprises). Apresentam gestão privada, porém com garantia (e intervenção) do governo federal dos Estados Unidos. Ou seja, assemelham-se às sociedades de economias mista existentes no Brasil.

Fannie Mae se chama Federal National Mortgage Association e Freddie Mac, Federal Home Mortgage Corporation. Numa tradução livre, são respecticamente a "Associação Federal de Hipotecas Nacionais" e a "Empresa Federal de Hipotecas de Habitação". A origem delas remonta à década de 1930 (em plena Grande Depressão), para salvar os contratos imobiliários de milhões de famílias.

Mais em http://hnn.us/articles/1849.html (texto em inglês, escrito em 2003).

domingo, 7 de setembro de 2008

BIO O QUÊ?

Agora que estamos lambuzados até o pescoço de hidrocarbonetos pré-salinos, gostaria de saber quando vão retomar o tal discurso sobre biocombustíveis. Faz tempo que só ouço falar de etanol nas campanhas de Barack Obama e de John McCain.

Senhor Presidente, o discurso do etanol é só para uso externo?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

ADENDO

Naquelas dicas abaixo, eu incluiria uma outra: deixe de usar o carro sempre que possível.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

ESTRANHO SETOR

Passava eu pelo campus da UFSC em Florianópolis, quando me deparei com a placa de um setor dessa universidade. Chamava-se: Comissão de Prevenção ao Uso Abusivo de Drogas.

Achei bem estranho o nome de tal comissão. Uso ABUSIVO de drogas? Então quer dizer que usar drogas tudo bem, desde que não seja em grandes quantidades?

O que será que eles dizem aos alunos? Imaginei alguns exemplos:

- "Gente, puxem apenas um baseado por dia, tá?"
- "Cheirem apenas socialmente."
- "Só beber, tudo bem. Beber, cair e levantar não pode!"
- "Cigarros estão liberados, mas apenas o suficiente para lhes causar impotência, e não câncer de boca."

Não seria mais lógico que o nome desse setor focasse a prevenção ao simples uso das drogas, sejam elas lícitas ou ilícitas? Afinal, se é uma droga, esta, em princípio, não deveria ser usada. Ou não?

quinta-feira, 15 de maio de 2008

MASSAGEM NO EGO 2

E, já que o ócio é criativo, segue mais uma que emplaquei, desta vez no Diário Catarinense de hoje:

Fico assustado com opiniões como a do leitor Emannuel Gorenc, publicada em 14 de maio. Disse ele que, se o indivíduo está preso, alguma ele fez. Completa afirmando que "bandidos deveriam ser presos em jaulas, juntamente com leões famintos". Ora, senhor Gorenc, em primeiro lugar, não dá para pressupor que, se o indivíduo está preso, alguma ele fez. Mesmo o Estado erra; no caso do Brasil, erra muito. Ademais, estamos num Estado Democrático de Direito. Neste, existem direitos a serem respeitados, mesmo os daqueles que cometeram algum crime. Assim, a função da pena para um criminoso não é a mera punição, mas sim a da recuperação de um ser humano. Se assim não fosse, não seríamos dignos de dizer que vivemos em uma instituição chamada civilização. Se a sua for a opinião da maioria dos brasileiros, estamos condenados à barbárie.

Foi uma resposta à singela opinião abaixo (delicado como um elefantinho):

O jornalista José Reinoldo Rosenbrock, da cidade de Timbó, foi de extrema infelicidade na sua colocação sobre o transporte "desconfortável" de presos em viaturas não apropriadas das polícias (Diário do Leitor de 12 de maio). Ele até critica o pessoal dos direitos humanos! Ora, se o indivíduo foi preso, alguma infração grave cometeu, como estupro, assalto a mão armada, seqüestro, homicídio, tortura. Bandidos deveriam ser presos em jaulas, juntamente com leões famintos, e não se locomoverem em viaturas confortáveis, como diz o leitor de Timbó. Emannuel Gorenc, Gerente administrativo, Laguna.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

MASSAGEM NO EGO

Cartinha minha publicada no Diário Catarinense de 9 de maio de 2008:

No dia 7 de maio, pela manhã, estava eu na Feira do Livro de Florianópolis, quando o sistema de som anunciou a apresentação de dança de uma escola estadual. Ao olhar para o palco, surpreendi-me com o que foi apresentado: tratava-se de um grupo de adolescentes dançando o "Créu" e, depois, a "Piriguete". Nada contra essas músicas em si. Em uma casa noturna, ou numa festa, elas poderiam ser executadas sem problemas; nesses casos, erra quem as censurar. Todavia, em uma apresentação dita "cultural" de uma escola estadual, ainda mais num evento aberto como aquele, tais músicas são inadequadas. Mesmo que a idéia tenha partido dos alunos, caberia ao professor explicar-lhes que o conteúdo dessas músicas é inadequado para representar a escola em um evento cultural; aliás, é inadequado para a vida.

terça-feira, 13 de maio de 2008

UMA QUESTÃO JURÍDICA

Um transexual brasileiro tenta de todas as formas, na Justiça brasileira, obter a mudança de nome e de sexo. O Judiciário, reiteradamente, nega-lhe o pedido, pois a lei brasileira não permite essa mudança.

Certo dia, vai morar na Holanda. Lá, naturaliza-se, obtém legalmente a mudança de nome e de sexo, e faz a cirurgia ("corta fora").

Anos depois, esse transexual volta ao Brasil, agora como cidadã holandesa. Conhece um brasileiro e pretende casar-se com ele, sob as leis brasileiras.

E agora? Será que esse casamento é válido na legislação brasileira? Afinal, anos antes, seria um homem casando com outro.

Direito internacional privado é foda mesmo... por isso era uma das matérias mais temidas na faculdade.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

MÃO INVISÍVEL?

Surpreendem-me as críticas de analistas brasileiros à decisão do Ministério da Agricultura de não exportar os estoques públicos de arroz. Argumentam que afeta o "livre mercado". A Globo chegou a mencionar em uma "restrição ao direito do consumidor estrangeiro".

Ora, não há restrição alguma ao tal "livre mercado" (que, mesmo em economias mais avançadas, de livre não tem nada). Os empreendedores privados que produzem ou estocam arroz podem vendê-lo para quem quiser, sem óbices. Até a ideia do tal "imposto de exportação" foi arquivada.

Os estoques públicos, contudo, não serão vendidos no mercado externo, por decisão do governo. Isso não afeta os direitos de ninguém. Afinal, eles pertencem ao Estado. Foram adquiridos no mercado nas safras anteriores. Decidir não vendê-los lá fora é uma decisão do Estado, que é regulador, e não comerciante.

Estranho seria se esses estoques - comprados com o dinheiro dos tributos dos brasileiros - fossem utilizados para matar a fome de africanos e latino-americanos, em detrimento do povo que os pagou.