domingo, 6 de janeiro de 2008

A EPOPEIA DE IR À PRAIA DE ÔNIBUS NUM FINAL DE SEMANA

Um dos temas que mais atraem a atenção dos habitantes de Floripa deve ser o do transporte coletivo. Esse serviço público, que já provocou protestos acalorados de estudantes, deve ser o campeão de manifestações indignadas de seus usuários nos jornais locais. Chega a rivalizar com as mensagens relacionadas ao futebol catarinense e às estripulias governamentais na capital federal.

Percebi que muitas das reclamações de usuários do transporte coletivo concentravam-se na falta de horários nos fins de semana. Pelo jeito, utilizar os ônibus nesses dias deveria ser uma verdadeira epopeia (no sentido de uma seqüência de atos heroicos). Mas será que era mesmo assim tão assustador como falavam?

Resolvi comprovar a situação com a seguinte experiência: ir, de ônibus, a uma das praias mais distantes da ilha, em pleno final de semana. Seria uma experiência interessante, e ainda por cima ecologicamente correta. Mas não imaginei o quão heroicos teriam de ser os atos para cumprir esse objetivo.

A aventura começou num domingo desses de final de verão. Acordei pela manhã, vi o sol, arrumei-me e desci para o ponto de ônibus. Nele, deparei-me com uma considerável aglomeração de pessoas. “Que ótimo!” - pensei – “Se há tantas pessoas esperando, o ônibus deve passar logo”. Ledo engano. A espera prosseguiu por mais meia hora, sob um sol que começava a ficar escaldante.

Duas turistas conversavam, ou melhor, reclamavam da demora. Uma delas mencionou que devia ter acontecido alguma coisa, pois não era possível que tal demora fosse habitual. É, elas deveriam estar certas. Afinal, os ônibus não podem atrasar tanto, ainda mais em Floripa, cidade tão mencionada como exemplo de organização, não é mesmo?

Passados quarenta e cinco minutos desde que havia saído de casa, cheguei ao Centro da cidade. Faltava, agora, dirigir-me à praia. Escolhi a de Ponta das Canas, por ser tranqüila e estar no extremo norte da ilha. Fui procurar uma linha chamada “Ponta das Canas”. Não havia. Informaram-me que eu deveria pegar uma outra linha, até um terminal no norte da ilha, onde eu deveria entrar em outro ônibus para dirigir-me ao meu destino.

Não foi difícil encontrar a linha para o tal terminal. Ela estava bem ao lado de uma imensa fila. Coloquei-me no meu lugar e aguardei, civilizadamente, a minha vez de entrar no veículo. No entanto, quando as portas se abriram, todo aquele povo que também aguardava pacientemente a sua vez foi substituído por hordas selvagens que não se importavam em pisotear os menos acostumados à situação. Recuperado do susto, fui o último a entrar no ônibus. Mesmo assim, consegui um lugar bem confortável para viajar, naquele espaço que usualmente é reservado para a abertura da porta traseira, entre os degraus da escada e uma lixeira.

A viagem seguiu tranquila, se é que confinar 300 pessoas num espaço onde caberiam no máximo 100 delas pode ser uma tranqüilidade. E, tendo chegado vivo e quase inteiro ao terminal - e rezado umas preces de agradecimento por isso - fui procurar o ponto da terceira e última linha necessária para concluir a minha aventura. Essa foi fácil de encontrar; afinal, eu sabia o nome do lugar para onde eu iria. Só não sabia que a fila para ele estaria misturada com as filas para outras duas localidades. Por pouco, não entrei em um veículo que me levaria a muitos quilômetros do destino pretendido.

Depois de quase duas horas de viagem, cheguei ao meu destino. Claro, por muito pouco também não passei direto por ele, pois não encontrei nenhum ponto de descida. A sorte me fez descobrir que o ônibus pára em frente a um mercadinho, no qual não havia nenhuma indicação de parada. Mas “todo mundo sabe” que lá é o ponto de descida. Eu não sabia. Deve ser porque não tive acesso aos panfletos turísticos distribuídos em Buenos Aires, Porto Alegre e São Paulo, nos quais provavelmente estão descritos esses detalhes tão conhecidos do cotidiano das comunidades florianopolitanas.

Enfim, pude curtir a praia, com suas águas calmas, canchas de bocha e argentinos. Teria sido um dia muito agradável, não fosse a viagem de volta, na qual todas as agruras da manhã foram repetidas. E pensei que, numa próxima vez, talvez fosse melhor ir a Balneário Camboriú ou a Itapema, cujas praias estão mais distantes, porém de acesso mais fácil. Ou mandar às favas meus princípios ecológicos, aderir ao american way of life e ir de carro mesmo.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

CLICHÊ

Desejo um Feliz Natal e um próspero Ano Novo a todos, em especial aos 3 leitores deste blog.

Hoje e amanhã estarei em uma aventura inigualável: irei à praia... de ônibus! Terça-feira deixarei aqui um texto com o resultado da roubada, digo, aventura.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

"FORA HAOLE" FAZ SEGUIDORES (TSC TSC)

Turista americano é agredido em Florianópolis


Único motivo para a violência foi a nacionalidade de Jeremy Klein

Um turista americano levou 20 pontos na cabeça após ser agredido por três jovens de 19 anos na saída da casa noturna El Divino, na avenida Beira-mar, em Florianópolis, às 4h desta sexta-feira.

O único motivo alegado pelos agressores para bater no turista é o fato de ele ser estrangeiro.

Jeremy Klein, 25 anos, conta que saiu da casa noturna na companhia de um amigo pouco antes das 4h. Quando o amigo saiu para comprar um lanche, ele foi abordado por dois jovens que lhe perguntaram se era americano. Jeremy respondeu que sim e imediatamente um dos agressores tentou lhe dar um soco no rosto.

O turista se defendeu da pancada e explicou que não queria problemas. Os agressores não deram ouvidos e tentaram socar novamente o americano, que, como luta jiu-jitsu, derrubou um dos homens no chão. Nesse momento, recebeu uma pancada forte na cabeça, e começou a sangrar muito.

Um taxista que passava por ali afastou os jovens o tempo necessário para Jeremy fugir correndo. Os agressores chegaram a tentar persegui-lo a pé por cerca de 200 metros, mas não o alcançaram. Jeremy correu até encontrar um Pronto Socorro 24 horas, onde levou 20 pontos na cabeça. Ao sair, ligou para o amigo e descobriu que ele já estava na Central de Polícia, junto com o taxista que o ajudou a fugir.


Agressor detido por dirigir bêbado

Enquanto Jeremy estava no Pronto Socorro, os três agressores e o taxista se envolveram em uma perseguição pelas ruas do Centro da Cidade. A Polícia Militar foi acionada e deteve os jovens quando eles bateram o carro na Praça Getúlio Vargas, por volta das 5h30.

Dois deles prestaram depoimento como testemunhas, mas Bruno Fernandes ficou detido por dirigir embriagado e liberado após pagar fiança de R$ 3,8 mil. Dentro do veículo, a polícia encontrou garrafas de tequila, uísque e energético.

— O americano vem para cá e acha que está na cidade dele — afirmou um dos jovens detidos em entrevista à RBS TV.

Jeremy Klein é natural de Los Angeles e estava havia dois meses em Florianópolis, onde ficará até o fim de ano. Depois, seguirá para a Argentina. Ele acredita que a agressão tenha sido um caso isolado. Revela, porém, que depois do episódio já não confia nas pessoas da cidade como antes.

Fonte: Lucas Amorim (RBS)

Furto no MASP

Salas em que estavam pinturas roubadas não tinham alarme, diz polícia.


Ó céus! Como que um acervo de R$1,8 bilhão pode não ter nem um mísero alarme? Só no Brasil mesmo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

MBB - MÚSICA BREGA BRASILEIRA

Sempre me falaram em MPB, a Música Popular Brasileira. Esta seria a música que prega a brasilidade, a tropicalidade, em contraposição ao estrangeirismo musical colonizador.

Só que a MPB é literata e, digamos, chata demais para ser popular. O popular, mesmo, no Brasil, sempre foi tido pelos expoentes da MPB como algo repetivivo, sem musicalidade, sem poesia. Ou seja, brega.

O brega foi discriminado pela grande mídia, tendo sido alijado das grandes redes de televisão e dos jornais e revistas de circulação nacional. Ficou relegado, assim, a pequenas gravadoras e rádios AM.

Só que, apesar do esquema amador de divulgação e distribuição, o brega atingiu grande popularidade. Por isso, creio que está na hora de a música brasileira realmente popular definir-se como um gênero musical. Sim, a MBB - Música Brega Brasileira.

Amado Batista, Belchior, Beto Barbosa, Odair José e Wando formam o panteão sagrado desse gênero musical. Suas marcas são justamente aquilo que sempre motivou as críticas vindas da MPB: a melodia repetitiva, os tecladinhos irritantes, a voz anasalada, as rimas fracas, a poesia sacana/erótica/chula.

Condensada em um gênero musical, a MBB tende a afirmar-se como a verdadeira identidade musical brasileira. E com o meu apoio. Antes brega do que emo. Quem for contra, que atire a primeira lágrima.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

ENGODO?

Será que esse tal metrô que anunciaram em Florianópolis vai ser uma relevante obra para a melhoria da qualidade de vida do cidadão? Ou é só mais um engodo para angariar votos em um ano de eleições municipais?

Não seria mais fácil e menos custoso implantar de uma vez o transporte marítimo? Claro, não com essas baleeiras que servem de escunas, mas com aerobarcos ou hovercrafts.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

EDITAL DO METRÔ DA CAPITAL DEVE SER PUBLICADO

Governador anunciou imediata publicação do documento que vai licitar obra

O governador Luiz Henrique da Silveira anunciou, na noite desta quinta-feira, a imediata publicação do edital para licitar o projeto do metrô de superfície da região de Florianópolis. O edital está pronto, e a conclusão dos estudos e anúncio do vencedor deve ser feita no início do segundo semestre de 2008.

O esboço inicial do projeto prevê uma linha que parte de Barreiros, segue pela Beira-Mar Continental, passa pela ponte Hercílio Luz, pelo Mercado Público, por uma alça sob a Hercílio Luz, e prossegue pela Beira-Mar Norte até a Universidade Federal de Santa Catarina(UFSC).

De acordo com o governador, o metrô deve minimizar os efeitos do grande número de veículos que trafegam na cidade, reduzindo os congestionamentos e oferecendo uma opção de transporte confiável.

— É um momento único e uma honra para nosso sindicato sermos os primeiros a receber esta boa notícia. Buscamos diariamente soluções para problemas que impeçam o desenvolvimento da cidade, como é o caso dos gargalos do sistema viário — comentou o presidente do Sinduscon, Helio Bairros.

Fonte: RBS