quarta-feira, 26 de novembro de 2008

FALTA D'ÁGUA NA CABEÇA...

O rompimento das adutoras da CASAN, provocado pelas chuvas recentes (e duradouras), revelou um problema na sustentabilidade da região: a fragilidade dos recursos hídricos na Grande Florianópolis.

Cada município deveria ser responsável pela sua água. O problema é que, na maior parte dos municípios da Grande Florianópolis, os mananciais capazes de abastecê-los estão ou saturados ou poluídos. Assim, restam poucas opções, como o Rio Pilões, nas quais ficam concentradas toda a captação de água.

O resultado é que, se há algum problema nesses locais - o rompimento de uma adutora, por exemplo - alguma parte do sistema, ou todo ele, fica sem água. Se a captação fosse descentralizada, porém com distribuição interligada, seria mais fácil transferir água de um sistema para outro numa emergência.

Falhas de planejamento governamental à parte, nem o melhor dos sistemas funcionará se a demanda por água for superior à capacidade do meio. Por isso, é necessária alguma providência quanto à pressão populacional exercida sobre a Grande Florianópolis.

Afinal, concentrar a capital do Estado, um pólo turístico, incubadoras tecnológicas e distritos industriais em um local repleto de morros, com poucos rios importantes, é pedir para dar errado. Ainda mais com uma ilha e várias áreas de preservação no meio disso tudo.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

SARCASMO

Agora que a barreira na SC-401 em Florianópolis desabou mais uma vez, fico imaginando a brilhante idéia que tiveram, de planejar um cemitério próximo àquele terreno. Espero que nunca venha a ser implantado.

Afinal, essa idéia de jerico permitiria a repaginação de uma piada de português. Aquela, do avião que caiu em cima de um cemitério em Lisboa. Imaginem a manchete:

"Barreira desaba na SC-401 em Cacupé. Bombeiros de Florianópolis já retiraram 450 corpos."

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

UM POUCO DE CRIMINOLOGIA

Quando estava no processo de doutrinação marxista, digo, no Curso de Direito da UFSC, era comum ouvir de alguns professores (e de muitos alunos) que as causas da criminalidade estavam na condição social do indivíduo. O criminoso, portanto, era alguém que, diante da falta de oportunidades, praticava ilícitos visando a própria sobrevivência.

Nunca fui muito fã desse pensamento - e por isso tomei pau em muitas matérias "críticas". Penso que essa tese do crime como conseqüência da exclusão social pode justificar apenas uma parte da criminalidade, qual seja, a dos crimes famélicos (em estado de necessidade), as quais, por sinal, excluem a ilicitude.

Dia desses, li uma reportagem sobre um homem que encontrou um envelope com dinheiro e uma conta a pagar. Mesmo pobre de doer, ele pagou a tal conta para não prejudicar quem havia perdido o envelope.

Agora me digam: estando certa a teoria criminológica acima, não seria de se esperar que o homem ficasse com o dinheiro e que se foda a conta? Afinal, ele também é um excluído social.

E o que dizer dos vários casos de jovens de classe média que se envolvem com o tráfico de drogas? E dos crimes passionais? E dos corruptos, então? Tadinhos, tão pobres que precisam conseguir alguns milhões para sobreviver em Miami.

Sinceramente: explicar a criminalidade somente pela exclusão social é um insulto aos milhões de pobres que, apesar de tudo, insistem em viver com aquilo que conseguem ganhar trabalhando honestamente.

ENQUANTO ISSO...

Já que a chuva virou uma condição natural da existência em Floripa, mando novamente o link para um texto que escrevi faz tempos: http://escritormediocre.blogspot.com/2008/06/chuva-e-agora.html

Como vocês podem ver, continua atual.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

LIVRE MERCADO

Há alguns meses, quando a cotação do barril de petróleo disparou de US$80,00 para US$140,00, a Petrobras elevou os preços dos combustíveis dele derivados, alegando que precisava adequá-los às cotações do mercado internacional.

Tudo bem, livre mercado é isso aí!

E agora, que a cotação do barril de petróleo desceu para US$60,00? Quando os preços dos combustíveis vão baixar?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

AGORA QUE A ELEIÇÃO ACABOU...

...alguém pode me dizer por onde anda o tal Tapete Preto?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ESTATÍSTICA?

Dia desses, foram divulgadas duas pesquisas eleitorais referentes à disputa pela Prefeitura de São Paulo: uma do IBOPE e outra do Datafolha.

Muito embora ambas afirmassem ter margem de erro de dois pontos percentuais, e a população pesquisada ser a mesma, qual seja, os eleitores no Município de São Paulo, havia algo estranho: as amostras das duas pesquisas eram diferentes. Uma era de cerca de 1900 eleitores, enquanto outra beirava os 2100 eleitores.

Pode parecer banal, mas o cálculo da amostra decorre de uma fórmula matemática, a qual parte da população e da margem de erro. Logo, para mesma população e mesma margem de erro, a amostra deveria ser a mesma.

Por razões como esta tento ser crítico ao ver os resultados dessas pesquisas.