sexta-feira, 21 de novembro de 2008

ENQUANTO ISSO...

Já que a chuva virou uma condição natural da existência em Floripa, mando novamente o link para um texto que escrevi faz tempos: http://escritormediocre.blogspot.com/2008/06/chuva-e-agora.html

Como vocês podem ver, continua atual.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

LIVRE MERCADO

Há alguns meses, quando a cotação do barril de petróleo disparou de US$80,00 para US$140,00, a Petrobras elevou os preços dos combustíveis dele derivados, alegando que precisava adequá-los às cotações do mercado internacional.

Tudo bem, livre mercado é isso aí!

E agora, que a cotação do barril de petróleo desceu para US$60,00? Quando os preços dos combustíveis vão baixar?

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

AGORA QUE A ELEIÇÃO ACABOU...

...alguém pode me dizer por onde anda o tal Tapete Preto?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

ESTATÍSTICA?

Dia desses, foram divulgadas duas pesquisas eleitorais referentes à disputa pela Prefeitura de São Paulo: uma do IBOPE e outra do Datafolha.

Muito embora ambas afirmassem ter margem de erro de dois pontos percentuais, e a população pesquisada ser a mesma, qual seja, os eleitores no Município de São Paulo, havia algo estranho: as amostras das duas pesquisas eram diferentes. Uma era de cerca de 1900 eleitores, enquanto outra beirava os 2100 eleitores.

Pode parecer banal, mas o cálculo da amostra decorre de uma fórmula matemática, a qual parte da população e da margem de erro. Logo, para mesma população e mesma margem de erro, a amostra deveria ser a mesma.

Por razões como esta tento ser crítico ao ver os resultados dessas pesquisas.


terça-feira, 23 de setembro de 2008

SALVARAM O BB E A CEF

Um complemento ao texto abaixo: Fannie Mae e Freddie Mac não são bem instituições privadas como conhecemos. Ambas são GSE (Government Support Enterprises). Apresentam gestão privada, porém com garantia (e intervenção) do governo federal dos Estados Unidos. Ou seja, assemelham-se às sociedades de economias mista existentes no Brasil.

Fannie Mae se chama Federal National Mortgage Association e Freddie Mac, Federal Home Mortgage Corporation. Numa tradução livre, são respecticamente a "Associação Federal de Hipotecas Nacionais" e a "Empresa Federal de Hipotecas de Habitação". A origem delas remonta à década de 1930 (em plena Grande Depressão), para salvar os contratos imobiliários de milhões de famílias.

Mais em http://hnn.us/articles/1849.html (texto em inglês, escrito em 2003).

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

O ESTADO NORTE-AMERICANO

O governo federal nos EUA decidiu ontem intervir nas duas maiores financiadoras do mercado imobiliário local, a Fannie Mae e a Freddie Mac. O contribuinte pagará caro pelo rombo. A linha de crédito inicial disponível é de até US$ 200 bilhões.

Há uma análise fácil sobre essa derrocada. "Os EUA seguem o "faça o que eu digo, mas não o que eu faço". Quando a economia deles está em perigo, injetam dinheiro público no setor privado. Se algum país pobre faz igual, é execrado."

Essa é só parte da verdade, muito a ver com o cinismo capitalista acima do rio Grande. Mas é recomendável cautela com alguns pressupostos míticos a respeito dos EUA. Primeiro, que o país seja adepto do Estado mínimo e sem regras. Segundo, que o dinheiro será jogado pela janela e os responsáveis pelo rombo irão veranear nas Bahamas. São duas premissas falsas.

Sobre o tamanho do Estado, um indicador basta. Em 2005 havia 4,1 milhões de funcionários públicos federais nos EUA (incluindo o 1,5 milhão de militares). No Brasil, há cerca de 1 milhão de servidores (sendo 420 mil militares).

Os EUA também são um país cheio de regras. Das agências reguladoras atuando no plano federal até os temas mais prosaicos da vida cotidiana, muita coisa tem um dedo do Estado. Basta andar pelas calçadas padronizadas de Nova York e compará-las com as esburacadas de São Paulo -sobretudo as da av. Paulista, refeitas neste ano e em vários trechos construídas acima do nível de alguns prédios.

Os responsáveis pela incúria com a Fannie Mae e Freddie Mac já foram demitidos. Receberam uma indenização inicial. Se ficar provado crime, pagarão por ele.

Já no Brasil, banqueiros falidos do Proer vivem do bom e do melhor. Vão à Justiça e pedem indenização. Alguns conseguem. Nos EUA, a história é bem outra.

(coluna do Fernando Rodrigues publicada na Folha de São Paulo em 08/09/2008; gostei especialmente da parte sobre o tamanho do Estado nos EUA e a intervenção deste na sociedade de lá)

domingo, 7 de setembro de 2008

BIO O QUÊ?

Agora que estamos lambuzados até o pescoço de hidrocarbonetos pré-salinos, gostaria de saber quando vão retomar o tal discurso sobre biocombustíveis. Faz tempo que só ouço falar de etanol nas campanhas de Barack Obama e de John McCain.

Senhor Presidente, o discurso do etanol é só para uso externo?